terça-feira, dezembro 09, 2008

Ementa Cultural (Rotas da Ilha Verde) III

EMENTA DO DIA
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
QUA. 10 DEZEMBRO
18h00
Rotas da Ilha Verde
CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA'
CRASH (Colisão) de Paul Haggis
21h30
Rotas da Ilha Verde
SERÃO À CONVERSA sobre “Direitos Humanos”
E porque hoje se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vamos conversar sobre isso. Em jeito de tertúlia, entrada e participação aberta a quem vier por bem!

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CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA'
Talvez os Direitos Humanos sejam o fio unificador destas escolhas. E porque creio que através da Arte se pode ir transformando este mundo em que vivemos num outro mundo onde sonhamos viver. Assim seja, também, através do cinema. Aqui. Agora.

CRASH (2004) (Colisão)
Realização: Paul Haggis
EUA. Dra. 112' (legendado em português)
“O filme começa com a chegada de dois detectives ao local de um crime. E daí, antes de nos informar sobre o que quer que seja que ambos estejam lá a fazer, recuamos até ao dia anterior e seguimos a vida de um largo conjunto de personagens, todos habitantes da grande metrópole que é Los Angeles. E o que têm todas estas personagens em comum? À partida, muito pouco, uma vez que o principal tema do filme reside precisamente na diferença, mais concretamente entre raças, credos, religiões e personalidades. Mas por outro lado, todos eles viverão ao longo de um dia em confronto com o racismo, a intolerância, o medo, o amor...” Paulo Costa

QUA. 10 DEZEMBRO
21h30
Rotas da Ilha Verde
SERÃO À CONVERSA sobre “Direitos Humanos”

E porque hoje se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vamos conversar sobre isso. Em jeito de tertúlia, entrada e participação aberta a quem vier por bem!
Declaração Universal dos Direitos Humanos em: http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm

domingo, dezembro 07, 2008

Ementa Cultural (Rotas da Ilha Verde) II

EMENTA DO DIA
TER. 9 DEZEMBRO
21h30
Rotas da Ilha Verde
CINEMA 'AS ESCOLHAS DA MARIA'
Talvez os Direitos Humanos sejam o fio unificador destas escolhas. E porque creio que através da Arte se pode ir transformando este mundo em que vivemos num outro mundo onde sonhamos viver. Assim seja, também, através do cinema. Aqui. Agora.

LES GLANEURS ET LA GLANEUSE (2000)
(Os respigadores e a respigadora)
Realização: Agnès Varda
Fr. doc. 82' (legendado em português)

Respigar: apanhar as espigas que ficaram no campo depois de ceifado

A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas (detritos, sobras) que os outros não querem ou deixam para trás. A respigadora, nesse sentido é Agnès Varda, que experimentando pela primeira vez uma pequena câmara digital, se quer assumir como uma “recuperadora” das imagens que os outros não querem ver nem fazer, e que portanto deixam para trás (“le filmage est aussi glanage”). Um filme lúcido e livre, mediado pelas “mãos que envelhecem” da própria cineasta.
Cannes 2000 – Selecção Oficial Fora de Competição Prémios Europeus de Cinema 2000 - Melhor Documentário Melhor Filme 2000 - Sindicato Francês dos Críticos de Cinema Hugo de Ouro para Melhor Documentário - Festival Internacional de Cinema de Chicago 2000 XI Encontros Internacionais de Cinema Documental – Amascultura 2000
“Nunca filmo pessoas de que não gosto” - Agnès Varda

Música para Teatro de Teresa Gentil

Finalmente colocámos online mais música da descalça Teresa. Desta vez, criámos a página http://www.myspace.com/teresagentildescalcas e nela poderão enontrar a música que tem composto para as peças e animações das Descalças ou com produção Descalça.
Esperamos que gostem.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Ementa Cultural (Rotas da Ilha Verde)

Dezembro! Açores! Frio? Nem por isso, mas ainda assim vale a pena juntarmo-nos à volta de uma fogueira imaginária e passarmos bons momentos: Cinemando, conversando, contando histórias, lendo, bebendo um copo de vinho quente (ou nem por isso)!
Em Dezembro, porque a cozinha do Rotas está de férias, o Corredor desafiou as Descalças para programarem em conjunto uma ementa cultural. À medida dos dias que passam... e tu com tanto para fazer...

EMENTA DO DIA
SEX. 5 DEZEMBRO
18h00 Rotas da Ilha Verde
CINEMA 'AS ESCOLHAS DO SUDIP'

FIVE FILMS , FIVE UNIVERSE
A compilation of films by Sudip Chattopadhyaya
A journey through five different realities from 1940s till 2004, from Italy, Denmark, Japan, France & South Korea. These are five films which marked film history with its originality of theme and language.

NEO REALISMO

LADRI DI BICICLETTE (1948)
(LADRÃO DE BICICLETA)
(Itália, 93 mins, P&B, Portuguese Subtitle)
Realizador : Vittorio De Sica
Script : Cesare Zavattini


Roma, anos duros do pós-guerra. Fome, miséria e desemprego. António Ricchi procura trabalho, qualquer um. Depois de muitas tentativas, surge-lhe um emprego como afixador de cartazes publicitários nas ruas de Roma. António sente-se feliz, assim como a mulher e o filho que trabalha numa gasolineira. No primerio dia de trabalho, um ladrão rouba-lhe a bicicleta. António fica desesperado porque sem ela não pode trabalhar. Está de tal maneira perdido que, no fim, a única solução para todos os males é roubar uma bicicleta.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Gent'ilesa no continente

As Descalças vão realizar uma mini-digressão nacional de 4 concertos para apresentar o CD Gent'ilesa ao vivo, entre 17 e 20 de Dezembro.
Lisboa, Porto e Coimbra são já cidades confirmadas para acolher o concerto de Teresa Gentil.
Teresa Gentil voz, piano e guitarra
Maria Simões voz e flauta
Miguel Cardoso baixo e contrabaixo
Manuel Maio violino
Rui Silva percussão

Que rico mês de Dezembro!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

vídeo oficina teatro descalço (2008)

http://blip.tv/file/1393451

Oficina de Teatro Descalço para pessoas adultas
Setembro de 2008
direcção: Descalças cooperativa cultural
organização: Corredor Associação Cultural
Exercício Final apresentado no Jardim António Borges (Ponta Delgada)

quinta-feira, novembro 27, 2008

Gent'ilesa à venda em Ponta Delgada


Rotas da Ilha Verde - R. Pedro Homem, 49
Disrego - Parque Atlântico
Loja dos Açores - Aeroporto João Paulo II

sexta-feira, novembro 21, 2008

Descalças dão formação na Graciosa

Foto: Fernando Resendes
Oficina de Formação Teatral (Teatro Micaelense)

O Grupo de Teatro "A Semente" da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Graciosa, convidou as Descalças para orientarem uma oficina de formação teatral naquela ilha. A Oficina decorrerá de 28 a 30 de Novembro, na ilha da Graciosa, para os actores e actrizes deste grupo de teatro.
De pegada em pegada, lá vamos levando a nossa arte a todas as ilhas... Obrigada ao Semente!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Edições Descalças à venda na Terceira








Pois é,
já estão à venda as edições Descalças
na ilha Terceira, em Angra do Heroísmo!

Na REALSOM - Rua da Sé
pode encontrar CD "Natália Descalça" e o CD "Gent'ilesa"

Na Livraria Adriano - R. Direita
pode encontrar o Livro com CD "A menina azul"

Se ainda assim, estas edições estiverem longe demais para si... pode sempre enviar-nos um email com o seu pedido e faremos o envio via CTT, à cobrança. (descalcas@gmail.com)


António Sousa sobre CD Gent'ilesa

Gent’ilesa – A nova trova duma mulher de palavra
“Listen to the words and dance!” (David ‘Talking Heads’ Byrne)

Gentil a voz afaga os sentidos na rota do silêncio. Ilesa a voz inquieta denuncia o aperto da barbárie. É chama a voz que encarna o ventre da raiz.

A trova que Teresa Gentil nos propõe em “Gent’ilesa” traz nas entranhas a coragem do gesto artístico que, sem rodeios, é afirmação de um tempo outro onde se adivinham sinais, ecos e preciosos silêncios de novos hinos. Há que ouvir “Gent’ilesa com a atenção desmedida de quem se rende sem medo ao calor da chama que anuncia novos dias.
Voz que ao mesmo tempo embala e desperta, absorve e explora, percorre e revela o sentido explícito e implícito da palavra nua e crua. Canto que afaga… dispara e ousa ser interventivo sem se perder nos labirintos e meandros de lugares-comuns ou estafadas tiradas mais ou menos politicamente correctas. Denúncia assumida de quem se sente consciente e profundamente perturbada pelas marcas e feridas, visíveis e interiores, da barbárie institucionalizada (mesmo quando esta se veste de tons supostamente atraentes e sedutores).
Tanto para descobrir e saborear no rico e variado conjunto de temas deste segundo álbum a solo de Teresa Gentil. Uma viagem com rota definida rumo a muitos e sugestivos portos. Unidade e diversidade sobejamente confirmadas na riqueza e expressividade melódica, nas soluções e resoluções harmónicas e nas opções de arranjos plenas de brilho.
“Descalça”, firme e constante, Teresa Gentil é mulher de voz própria que anuncia uma “nova trova” inteligentemente alicerçada na arte de tocar guitarra como quem deixa nas cordas as impressões digitais e na forma única, fulgor e rara sensibilidade com que percorre as teclas do piano. Ousaria dizer que a Teresa simultaneamente estilhaça e abraça aquele que será o seu instrumento de eleição.
“Gent’ilesa” é também um disco inovador em termos de inventividade rítmica, plenamente demonstrada em sucessivos e inteligentemente entrosados balanços que nascem, claramente, de muito estudo/trabalho e talento aos molhos. Dá para dizer que o som da Gentil e Ilesa Teresa transpira um “groove” que dá que pensar e dançar: nas cadências do samba/ bossa nova, do swing e do tango; batidas de raiz nossas e de outros lugares; e novas propostas onde a palavra é, ela própria, ritmo. A potência e essência significante e mesmo interventiva da canção ou vive do balanço (e do silêncio) certo ou não vai lá…”Gent’ilesa” vai…longe e directo aos ouvidos do coração!

P.S.: Ainda a propósito de ”Gent’ilesa” convém lembrar: a notável cumplicidade artística de Maria Simões, presente na palavra dita e escrita, na flauta e na produção executiva do CD; a qualidade dos músicos participantes; a terna e subtil beleza do texto de apresentação de Judite Fernandes; e ainda… a transbordante sensibilidade de Luís Roque, responsável pelas formas, cores e contornos gráficos que ilustram o álbum.
António Melo Sousa (Realizador, Antena1-Açores)