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quarta-feira, dezembro 20, 2006

CD Natália Descalça - Teresa Gentil

Lançamento do CD "Natália Descalça"
Teresa Gentil - música
Natália Correia - poemas
produção - descalças cooperativa cultural

Dia 20 de Dezembro, 21h30
Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
entrada livre

O CD Natália Descalça surge como cumprimento de um objectivo da cooperativa cultural Descalças - a criação de objectos artísticos que partem do contexto particular em que estamos integradas e a ele próprio se dirigem -, da vontade da compositora Teresa Gentil e do incentivo que foi a abertura da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada à nossa participação na exposição “Natália Correia – o itinerário interior”, em Fevereiro e Março de 2006, mas também do impulso que foi o apoio financeiro da Direcção Regional da Cultura, reconhecendo o relevante interesse regional desta obra.
Com sede nos Açores, as Descalças têm procurado ir ao encontro dos traços culturais que identificam esta região, enriquecendo com eles as suas mais recentes criações, as quais se pretendem o mais próximas possível das pessoas que vivem aqui à nossa volta.
É nosso objectivo que o CD Natália Descalça seja distribuído também fora dos Açores, mas é neste território que desejamos que CD e respectivo espectáculo ao vivo sejam acolhidos e considerados seus.

Música: Teresa Gentil Poemas: Natália Correia Pintura: Luís Roque Design Gráfico: Júlia Vieira Produção executiva: Sara SeabraParticipações no CD: Maria Simões, Miguel Cardoso, Beatriz Rangel e Cláudia Rangel Gravado nos estúdios Fortes e Rangel, Lda - Porto2006 Produção: Descalças - cooperativa cultural RL Apoio: Presidência do Governo Regional dos Açores - Direcção Regional da Cultura

Foto: Raquel Michielsen Ramos



quarta-feira, março 21, 2007

Descalças - Um ano nos Açores

Comunicado de 15.Dez.06 Descalças lançam CD “Natália Descalça”
Chegaram ainda não há um ano à ilha verde e já se deixaram seduzir pelo universo insular… Natália Correia foi a primeira das seduções.
Poemas de Natália Correia e música de Teresa Gentil são os ingredientes do CD “Natália Descalça”, primeira edição das Descalças – Cooperativa Cultural que será lançado dia 20 de Dezembro, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, a convite da Direcção Regional da Cultura.
foto:marioroberto, no rotas


Teresa Gentil e Maria Simões chegaram a S. Miguel em Janeiro, altura em que a Biblioteca Pública inaugurava a exposição “Natália Correia – O Itinerário Interior”, e descalças se propuseram pontuar essa exposição com a poesia de Natália Correia, ora dita por Maria Simões, ora cantada por Teresa Gentil, e assim foram adentrando pelo universo insular da poetisa. O apoio da Presidência do Governo – Direcção Regional da Cultural permitiu-lhes continuar a navegar e em menos de um ano o resultado é lançado em Ponta Delgada.
Do continente trouxeram um projecto que era uma forma de estar na vida… Em boa terra foi lançado porque logo deu em crescer, forte e rico em frutos. Por “terra” entenda-se principalmente quem a habita, porque foi o calor das pessoas que aqui acolheram as Descalças, e que com elas têm trabalhado, o fertilizante essencial: a colaboração regular com os serviços educativos da Biblioteca Pública e do Teatro Micaelense, a experiência no Teatro Miramar (Rabo de Peixe), o desafio da Câmara Municipal da Povoação, o envolvimento com as escolas da ilha, as participações pontuais, mas frequentes, na agenda cultural micaelense, o primeiro passo na itinerância entre ilhas com a direcção artística da “Poetusa” na Semana da Juventude organizada pela AJISM em Santa Maria.
Com o Verão as Descalças multiplicaram-se: Sara Seabra, Fátima Ramos e Judite Fernandes abraçaram também o projecto e em Setembro fundaram Descalças – Cooperativa Cultural RL. O processo legal está concluído, pelo que agora Descalças já não é só um projecto, mas uma cooperativa cultural que actua no âmbito da criação artística, da produção, divulgação e formação culturais, principalmente nas áreas musical e teatral, tendo como principal missão cooperar para o desenvolvimento e intervir social e solidariamente.
Em preparação para 2007, a continuidade do trabalho desenvolvido, em particular com a Biblioteca Pública e o Teatro Micaelense, e o desenvolvimento de novas parcerias: com a Associação Cultural Pontilha – Escola de Teatro “Era uma vez” (Ribeira Grande) e o Conservatório de Música de Ponta Delgada – Coro Infantil na encenação da peça de teatro musical “Guerreiros da Bagunça”, de Guto Greco (tradução e adaptação de Maria Simões e música de Teresa Gentil); com a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e o CIPA – Centro de Informação, Promoção e Acompanhamento de Políticas de Igualdade na comemoração do Ano Europeu da Igualdade; e outras nascerão pelo caminho. No seguimento do CD “Natália Descalça” virá o espectáculo ao vivo, ainda em criação, e novas edições estão já na forja.

Nos últimos 12 meses…
122 sessões envolvendo um total de 3810 participantes
Durante o ano de 2006 as Descalças realizaram 23 actividades, das quais 14 foram criações deste mesmo ano, num total de 122 apresentações, que corresponderam a 28 espectáculos, 40 animações, 54 oficinas de formação e a edição de 1 CD, tendo envolvido como participantes 3067 crianças e 743 pessoas adultas.

quarta-feira, abril 02, 2008

Carlos Feixa sobre o CD Natália Descalça

Teresa Gentil - "Natália Descalça"
Carlos Feixa em http://www.divergencias.com/

Abril2008
Para melhor compreendermos este disco, tenho que começar por dizer que Descalças é uma Cooperativa Cultural nos Açores, da qual faz parte além de outra gente, Teresa Gentil e Maria Simões. Ambas nasceram nos Açores, tal como a poetisa que tentam descalçar : Natália Correia. Maria Simões colabora com a sua voz que junta à de Teresa Gentil, esta cantando as palavras de Natália, aquela declamando-as.
Estamos perante um disco de poesia densa e onde a poesia é prioritária. Um álbum difícil mas belo, bem construído, porque difícil, abrupta, sem meias palavras era Natália. Natália, que como é referido no CD, "é açórica, mas transborda em defesa da vida, da poesia que se come, da humanidade. É fêmea contraditória , audaz". Teresa Gentil, é outra fêmea audaz para se ter aventurado neste disco desconcertante, complicado à primeira audição mas já muito gostoso e indispensável à quinta ou sexta vez que o ouvimos orgulhosamente agradados.
Para além da voz, Teresa toca piano, guitarra, flauta bisel, adufe e outros instrumentos étnicos. A acompanha-la, como já foi referido, Maria Simões (voz, flauta transversal) e Miguel Cardoso (Contrabaixo e baixo eléctrico).
"Natália Descalça" é poesia de Natália Correia, musicada e cantada por Teresa Gentil com poemas ditos por Maria Simões. Um álbum que certamente nunca ouvirão na nossa rádio e que, para o compreender e gostar, o melhor é mesmo ouvir. Oiçam-no, mais que uma vez e depois certamente que vão adorar ou odiar. Como Natália.


original em:
http://www.divergencias.com/news/news.asp?idnews=3387&idseccao=5

segunda-feira, março 03, 2008

António Sousa sobre o CD Natália Descalça

Notas à solta
António Melo Sousa
Dez.2006

O encontro da poesia de Natália Correia com a música de Teresa Gentil acontece de forma tão natural e sincrónica neste disco que eu arriscaria afirmar que as palavras aqui ditas e cantadas estariam, desde a sua génese, à espera de renascerem assim um dia, talvez mais “descalças” e inteiras ainda, porque reinventadas no ventre dos sons que agora as envolvem e abençoam.
“Natália Descalça” é antes de mais um notável acto de coragem de mulheres que abraçaram com uma enorme paixão a herança literária e vivencial de um ser de excepção. Uma espécie de reunião tribal e espiritual com uma irmã maior. “E como é que nos cruzámos com Natália Correia? (…) Chamou-nos e nós fomos”. Assim se referem “as descalças” ao apelo que sentiram na hora de embarcar na aventura. O disco nasce assim como um gesto de grande cumplicidade que, em termos de metodologia e desenvolvimento criativo, se traduz numa incondicional entrega, rendição, aos desígnios da palavra/vida da poetisa das ilhas e do mundo. E quem melhor que as autoras para nos esclarecerem sobre o processo de fruição e criação: “depois foi a música que nasceu, doeu, corroeu e finalmente pairou. (…) E foi a dizer em voz alta as suas palavras, e na paz, que sentimos que era ela quem nos tomava o pulso e comandava a barca.”
É óbvio que dizer/cantar/tocar Natália não é desafio de pouca monta. Ao assumirem tamanho risco “as descalças” chamaram a si uma enorme responsabilidade. Porque neste caso a poesia já é portadora da sua própria musicalidade. Havia que respeitar, à partida, o fluxo rítmico, melódico e harmónico da escrita, do mais puro lirismo às inevitáveis dissonâncias. Teresa Gentil percebeu isso muito bem na forma como aceitou que a poesia de Natália ditasse o rumo do trabalho de composição e não fosse apenas pretexto para mais um punhado de cantigas e fundos musicais. Senhora de uma voz de uma grande amplitude e riqueza tímbrica, que se afirma fluente e livre em momentos particularmente inspirados de improvisação, e demonstrando uma erudição e talento dignos de nota em termos de composição e capacidade para explorar criativamente o piano, a guitarra e uma considerável panóplia de instrumentos de percussão, Teresa Gentil é, no mínimo, surpreendente. Alquimista de ambiências sonoras onde a sofisticação e a originalidade são imagens de marca, a compositora navega com a mesma facilidade em terrenos clássicos e na invenção e exploração de sons com um toque de contemporaneidade prenhe de futuro.
Esta é uma viagem musical feita de muitos e variados andamentos, que ao mesmo tempo descodifica e exalta a força da poesia de Natália Correia nos sons e silêncios dum minimalismo encantatório, nas referências ao tango e à valsa, e até numa passagem breve por um bailinho do nosso cancioneiro tradicional. Uma particular chamada de atenção para a riqueza da concepção e execução rítmica, com Miguel Cardoso no baixo eléctrico muito bem sintonizado com Teresa Gentil nas percussões, perfeitamente entrosados com as nuances e cadências implícitas no discurso de Natália.
E, last but not least, especial destaque para a presença de Maria Simões que, ora sussurrante e introspectiva, ora insinuante, irónica, mordaz e vulcânica, vive as palavras que diz com uma subtileza, intuição, inteligência e garra pouco comuns. Uma verdadeira força da natureza na maneira como encarna o verbo, Maria Simões interioriza a poesia de Natália Correia com um enorme respeito pela inesgotável riqueza de sinais e significados da mesma e, ao transmiti-la, abana consciências e acorda os nossos sentidos mais adormecidos. Emociona-se e emociona-nos.
Na origem do acto artístico, enquanto antevisão de um mundo melhor e subversão de fórmulas previsíveis e rotineiras que reflectem a pobreza do quotidiano de seres cada vez mais saturados/desencontrados, náufragos à deriva no turbulento oceano da sociedade da informação e do espectáculo, só a aceitação cabal do sonho rumo a um tempo e lugar de maior justiça e paz e a celebração individual e colectiva do desejo poderão prefigurar uma verdadeira comunhão de valores universais e novas utopias estéticas. “Natália Descalça” é uma preciosa contribuição nesse sentido, na medida em que revela uma atitude sentida e palpável, simultânea e paradoxalmente espiritual e radicalmente humana, de compromisso cultural sério e interventivo.
Num acto de infinito esclarecimento e extraordinária coragem Natália um dia bradou ao mundo que “a poesia é para comer”. Neste caso, as iguarias para o banquete foram preparadas a preceito e, sobretudo, com muito amor, esse tempero primordial tantas vezes esquecido. Tudo isso e mais num álbum, deliciosamente ilustrado pelo Luís Roque, onde a arte da música se rende de forma exemplar aos mistérios e segredos da palavra. Digno do inesgotável legado da nossa Natália. Obrigado “descalças”. Para sempre Natália!

terça-feira, janeiro 02, 2007

CD Natália Descalça à venda

Já pode encontrar o CD "Natália Descalça" de Teresa Gentil à venda num local perto (ou longe?) de si. Se achar estes lugares longe demais, envie-nos um email para descalcas@sapo.pt com o seu pedido de encomenda e faremos o respectivo envio à cobrança (via CTT).

Locais de venda em Ponta Delgada:
Rotas da Ilha Verde - Rua de Pedro Homem, 49
Livraria Solmar - C.C. Solmar, loja 7
Disrego - Parque Atlântico
Conforto - Rua da Misericórdia e loja Conforto Solmar
Discoteca Vasco - R. São João, 2
Maviripa - Av. Infante D. Henrique, 97
Xandi - Largo da Matriz, 22

Brevemente à venda noutras localidades.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Edições Descalças à venda na Terceira








Pois é,
já estão à venda as edições Descalças
na ilha Terceira, em Angra do Heroísmo!

Na REALSOM - Rua da Sé
pode encontrar CD "Natália Descalça" e o CD "Gent'ilesa"

Na Livraria Adriano - R. Direita
pode encontrar o Livro com CD "A menina azul"

Se ainda assim, estas edições estiverem longe demais para si... pode sempre enviar-nos um email com o seu pedido e faremos o envio via CTT, à cobrança. (descalcas@gmail.com)


quinta-feira, abril 03, 2008

Gent'ilesa em Almada

12 Abril , 21h30
Auditório Fernando Lopes Graça
Forum Municipal Romeu Correia
ALMADA

Um ano depois de receber em Almada o Prémio Zeca Afonso no Festival Cantar Abril, Teresa Gentil apresenta-se naquela cidade, num concerto único: Gent'ilesa.

(foto Lea Lopez)

Teresa Gentil, compositora e intérprete, apresenta os seus originais no espectáculo Gent’ilesa, no próximo dia 12 de Abril, no Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada, num concerto pleno de canções e palavras que reclamam utopias.
Teresa Gentil, a vencedora do prémio Zeca Afonso no Festival Cantar Abril (Almada 2007), apresenta neste concerto temas do seu álbum Natália Descalça (letras de Natália Correia), bem como outros originais retirados do seu próximo CD: Gent'ilesa (cujo título dá nome a este concerto). Uma oportunidade para ver, ouvir e sentir, em primeira mão, os temas do CD que sairá apenas no final do ano.

Teresa Gentil Piano, Guitarra e Voz Maria Simões Voz e Flauta
Manuel Maio Violino Miguel Cardoso Baixo e Contrabaixo Luís Carlos Oliveira Percussão

terça-feira, outubro 09, 2007

Gent'ilesa

Este espectáculo não é mais do que um encontro em torno das palavras de muitas pessoas e da música de Teresa Gentil.
Neste café-concerto-teatro, de todas as vezes especial e único, encontram-se reflexões, histórias, lamentos, gente ilesa, paixões, mulheres, homens, crianças, pessoas, descalças… encontramos uma forma de estar e de pensar que inventa um caminho para que, parafraseando Gandhi, ‘nos tornemos nas mudanças que queremos ver no mundo’.

foto: Lea Lopez




Teresa Gentil é compositora de vocação e profissão licenciada pela ESMAE Porto. Nascida em Tondela mas a residir nos Açores, é fundadora de Descalças cooperativa cultural. Ao mesmo tempo que envereda por caminhos clássicos na música, também teima em fazer chegar a sua música original a um cada vez maior número de pessoas, como cantautora. Assim tem composto para teatro e cinema, para além de ter editado em 2006 o seu primeiro CD de originais Natália Descalça exclusivamente com poemas de Natália Correia. Venceu recentemente o Prémio José Afonso para melhor música de intervenção no Festival Cantar Abril (Almada). Gent’ilesa é o título do seu próximo CD de originais, ainda em preparação, e que dá também nome a este concerto.

Teresa Gentil - voz, guitarra, piano
Maria Simões - voz, adufe e flauta