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sábado, novembro 03, 2012

A padaria no AO

reportagem sobre "A padaria que suspira livros"
na edição de 2.Nov.2012 do jornal Açoriano Oriental


quarta-feira, maio 18, 2011

Antes que o mar espirre - ESTREIA

DESCALÇAS cooperativa cultural
ANTES QUE O MAR ESPIRRE
20 maio, coliseu micaelense
A mais recente criação de Descalças cooperativa cultural estreia no dia 20 de Maio, sexta-feira, no Coliseu Micaelense, em duas sessões para o público escolar, às 14h e às 16h30.
O espectáculo é uma encomenda da Unidade Orgânica de Ambiente da Câmara Municipal de Ponta Delgada inserida na Comemoração do Dia Europeu do Mar e distina-se a crianças maiores de 4 anos.
Este espectáculo pretende sensibilizar para a importância dos oceanos como património natural da humanidade e para a emergência da sua preservação, apostando no cruzamento de técnicas e linguagens artísticas contemporâneas, onde o teatro e a animação em tempo real se encontram quase sem palavras.
Como vem sendo hábito na linha estética teatral das Descalças, este espectáculo conta também com uma forte e activa participação das crianças do público, nomeadamente na sensibilização e preparação prévias ao espectáculo, bem como na sua intervenção durante o mesmo. Depois da estreia o espectáculo fica disponível para digressão.

 foto Sara do Canto

Sinopse
A Velha Terra está cansada. Ultimamente a velha senhora não tem mãos a medir Chama a neta e pede-lhe para ir dar a volta à casa, a casa que ela tem de conhecer e começar a cuidar, que navegue os mares-parte-da-casa, porque... sem água a casa vai abaixo!
A Menina Terra inicia a sua viagem na companhia de uma peixa-palhaça muito especial que a conduz e apresenta a outros seres e ambientes do mar.
É uma viagem maravilhosa, quase uma festa, apenas no princípio... É que começam a acontecer coisas estranhas, cada vez mais rapidamente.... tantas coisas que saem e entram no mar vertiginosamente   Os peixes ficam mal dispostos, a menina fica adoentada. Que se passa? É preciso fazer alguma coisa. Depressa! Já! É preciso salvar o mar! Ainda há tempo... e, afinal, o verde não existe se não existir o azul!

Ficha técnica e artística
Criação e Produção Descalças cooperativa cultural
Guião Maria Simões
Cenografia Marta Fernandes da Silva
Sonoplastia Teresa Gentil
Figurinos Descalças e Sandra Botelho
Interpretação Catarina Fernandes, Fátima Ramos, Isis López, Maria Simões, Paula Coelho
Manipulação Marta Fernandes da Silva, Raquel Ramos.
Apoio à manipulação Magui Riley
Construção cenográfica Marta Fernandes da Silva e Raquel Ramos
Apoio à construção cenográfica Eduarda Ramos, Ana Felix, Alida Montesiños, Laurinda Sousa, Natividad Mellado, Pedro Alves, Joana Amen, Sara do Canto, Magui Riley, Katerina L’Dokova, Natalia Garcia
Confecção de figurinos Descalças e Sandra Botelho
Pesquisa dramatúrgica Paula Coelho
Fotografia de ensaios Maria Simões, Sara do Canto, Catarina Fernandes, Laurinda Sousa
Operação técnica Emanuel Cabral, Júlio Lima
Encomenda Câmara Municipal de Ponta Delgada - Unidade Orgânica de Ambiente
Estreia Coliseu Micaelense, 20 de Maio de 2011 - Dia Europeu do Mar
Apoios Corredor Associação Cultural, Umar-Açores
Espectáculo para maiores de 4 anos

sábado, abril 24, 2010

25 de Abril também recordado na Bolívia


Porque estamos em ano de internacionalizaçao, descalças organizamos hoje, em Cochabamba, uma tertúlia alusiva ao 25 de Abril em Portugal.
Será a partir das 21horas, no Cine arte 35mm.
Poesia, Música, Fotografia e Cinema para contar uma história que nos pertence e à qual pertencemos!

Org. Descalças cooperativa cultural e CineArte 35mm

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Relatórios

O trabalho das Descalças é serviço público. Os relatórios da actividade que desenvolvemos não o foram até aqui, pois não tinhamos ainda descoberto como os disponibilizar online. Hoje, final de um ano de 2009, preparamos o relatório deste ano que teimou, para as Descalças, em fazer-nos acreditar que as dificuldades do caminho são ingredientes. Se o bolo está cada vez mais doce, mais suculento, mais azedo ou lêvedo só vocês poderão dizer.
Aqui fica o relatório de actividades de 2004-2008. Podem clicar neles e saber um pouco mais de nós. Desde Janeiro de 2006 nos Açores, Descalças. Aqui e no mundo.
O relatório de 2009 está a vestir-se.
O Manifesto e Missão Descalça para 2010 já estão sonhados. Vamos em frente! Passo por passo. Devagarinho!

Relatório Descalças 2008

Relatório Descalças 2007

Relatório Descalças 2004-2006

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Teresa Gentil e Descalças em programas de rádio... lá fora!


ouvir a entrevista aqui

TERESA GENTIL Cresceu em Tondela, tropeçou nas várias artes cénicas do ACERT, estudou composição musical no Porto e intervém actualmente (e activamente) na vida cultural da Ilha de são Miguel. Teresa Gentil, cantautora de «cantos de língua» muito afiados acaba de lançar o álbum “Genti’ilesa”. Um punhado de canções que absorvem uma miríade de estilos e que servem de suporte para a poesia de Natália Correia, Eugénio de Andrade e da própria Teresa, mestre na arte de tocar em assuntos incómodos com elegância. Oiça-se “Samba da Surra”. Como é que um samba sobre violência doméstica nos pode deliciar tanto?
Esta é uma emissão especial Terra de Abrigo exclusiva com Teresa Gentil que, além de apresentar “Gent’Ilesa”, falará dos vários projectos de intervenção e gestão cultural (do teatro e escrita à criação de novos públicos) que tem em mãos com a
cooperativa Descalças de São Miguel.
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
ouvir a entrevista aqui
in http://cronicasdaterra.com/cronicas/category/radio/
Foto: Maria Simões

quarta-feira, novembro 19, 2008

António Sousa sobre CD Gent'ilesa

Gent’ilesa – A nova trova duma mulher de palavra
“Listen to the words and dance!” (David ‘Talking Heads’ Byrne)

Gentil a voz afaga os sentidos na rota do silêncio. Ilesa a voz inquieta denuncia o aperto da barbárie. É chama a voz que encarna o ventre da raiz.

A trova que Teresa Gentil nos propõe em “Gent’ilesa” traz nas entranhas a coragem do gesto artístico que, sem rodeios, é afirmação de um tempo outro onde se adivinham sinais, ecos e preciosos silêncios de novos hinos. Há que ouvir “Gent’ilesa com a atenção desmedida de quem se rende sem medo ao calor da chama que anuncia novos dias.
Voz que ao mesmo tempo embala e desperta, absorve e explora, percorre e revela o sentido explícito e implícito da palavra nua e crua. Canto que afaga… dispara e ousa ser interventivo sem se perder nos labirintos e meandros de lugares-comuns ou estafadas tiradas mais ou menos politicamente correctas. Denúncia assumida de quem se sente consciente e profundamente perturbada pelas marcas e feridas, visíveis e interiores, da barbárie institucionalizada (mesmo quando esta se veste de tons supostamente atraentes e sedutores).
Tanto para descobrir e saborear no rico e variado conjunto de temas deste segundo álbum a solo de Teresa Gentil. Uma viagem com rota definida rumo a muitos e sugestivos portos. Unidade e diversidade sobejamente confirmadas na riqueza e expressividade melódica, nas soluções e resoluções harmónicas e nas opções de arranjos plenas de brilho.
“Descalça”, firme e constante, Teresa Gentil é mulher de voz própria que anuncia uma “nova trova” inteligentemente alicerçada na arte de tocar guitarra como quem deixa nas cordas as impressões digitais e na forma única, fulgor e rara sensibilidade com que percorre as teclas do piano. Ousaria dizer que a Teresa simultaneamente estilhaça e abraça aquele que será o seu instrumento de eleição.
“Gent’ilesa” é também um disco inovador em termos de inventividade rítmica, plenamente demonstrada em sucessivos e inteligentemente entrosados balanços que nascem, claramente, de muito estudo/trabalho e talento aos molhos. Dá para dizer que o som da Gentil e Ilesa Teresa transpira um “groove” que dá que pensar e dançar: nas cadências do samba/ bossa nova, do swing e do tango; batidas de raiz nossas e de outros lugares; e novas propostas onde a palavra é, ela própria, ritmo. A potência e essência significante e mesmo interventiva da canção ou vive do balanço (e do silêncio) certo ou não vai lá…”Gent’ilesa” vai…longe e directo aos ouvidos do coração!

P.S.: Ainda a propósito de ”Gent’ilesa” convém lembrar: a notável cumplicidade artística de Maria Simões, presente na palavra dita e escrita, na flauta e na produção executiva do CD; a qualidade dos músicos participantes; a terna e subtil beleza do texto de apresentação de Judite Fernandes; e ainda… a transbordante sensibilidade de Luís Roque, responsável pelas formas, cores e contornos gráficos que ilustram o álbum.
António Melo Sousa (Realizador, Antena1-Açores)

sábado, outubro 25, 2008

Teresa Gentil no Atlântida

programa Atlântida
de Sidónio Bettencourt
11 Outubro 2008
RTPinternacional / RTP Açores
http://videos.sapo.pt/lK8Qlp40Now3ndMFrSQa

(Descalças no programa ao minuto 31 e à 1h24)

sábado, outubro 11, 2008

Teresa Gentil no Atlântida



11Out08
15h30 (Açores)
Programa: Atlântida
RTP internacional / RTP Açores

Hoje, 11 de Outubro, Teresa Gentil vai apresentar o CD Gent'ilesa, no Programa Atlântida da RTP internacional, na emissão realizada pela RTP Açores.

quarta-feira, abril 02, 2008

Carlos Feixa sobre o CD Natália Descalça

Teresa Gentil - "Natália Descalça"
Carlos Feixa em http://www.divergencias.com/

Abril2008
Para melhor compreendermos este disco, tenho que começar por dizer que Descalças é uma Cooperativa Cultural nos Açores, da qual faz parte além de outra gente, Teresa Gentil e Maria Simões. Ambas nasceram nos Açores, tal como a poetisa que tentam descalçar : Natália Correia. Maria Simões colabora com a sua voz que junta à de Teresa Gentil, esta cantando as palavras de Natália, aquela declamando-as.
Estamos perante um disco de poesia densa e onde a poesia é prioritária. Um álbum difícil mas belo, bem construído, porque difícil, abrupta, sem meias palavras era Natália. Natália, que como é referido no CD, "é açórica, mas transborda em defesa da vida, da poesia que se come, da humanidade. É fêmea contraditória , audaz". Teresa Gentil, é outra fêmea audaz para se ter aventurado neste disco desconcertante, complicado à primeira audição mas já muito gostoso e indispensável à quinta ou sexta vez que o ouvimos orgulhosamente agradados.
Para além da voz, Teresa toca piano, guitarra, flauta bisel, adufe e outros instrumentos étnicos. A acompanha-la, como já foi referido, Maria Simões (voz, flauta transversal) e Miguel Cardoso (Contrabaixo e baixo eléctrico).
"Natália Descalça" é poesia de Natália Correia, musicada e cantada por Teresa Gentil com poemas ditos por Maria Simões. Um álbum que certamente nunca ouvirão na nossa rádio e que, para o compreender e gostar, o melhor é mesmo ouvir. Oiçam-no, mais que uma vez e depois certamente que vão adorar ou odiar. Como Natália.


original em:
http://www.divergencias.com/news/news.asp?idnews=3387&idseccao=5

segunda-feira, março 03, 2008

O que vivemos em 2007 para chegar a 2008!

Terminou o ano de 2007 e chegámos a 2008. Já lá vão mais de 2 meses, é certo... Em Janeiro, completámos 2 anos de vida nos Açores. E mais de um 1 ano desde a formação da cooperativa cultural... 2 anos é muito tempo!!! E sabe a tão pouco...


Comunicado a quem gosta de ler
8.Fev.08
DESCALÇAS - 2 anos de actividade
51 actividades, 230 apresentações
35 criações, 9583 espectadores/as

logótipo (c) Teresa Gentil

Em dois anos de actividade estes foram os resultados das sementes que as Descalças foram lançando em terra açoriana.
No ano de 2007 concretizaram 27 actividades, das quais 20 foram criadas neste mesmo ano. Resultaram 107 apresentações nas quais participaram 5661 pessoas, das quais 4660 crianças e 1001 pessoas adultas.
Realizaram 33 espectáculos, 39 animações, 34 oficinas de formação e editaram 1 Livro com CD dentro.
Se é verdade que os números traduzem uma importante parte da realidade, também é verdade que não a traduzem perfeitamente… é difícil, por exemplo, diferenciar espectadores/as das actividades para crianças e jovens de espectadores/as das actividades para pessoas adultas, porque cada vez mais as pessoas adultas participam nos espectáculos e animações, e até mesmo nas oficinas, para crianças e jovens. Existe um número significativo das 4660 crianças que são pessoas adultas que dão liberdade à criança que têm dentro e que seguramente não se incomodam nada em engrossar esta fileira, porque é sempre com o encanto estampado no rosto que as encontramos lá – como poderíamos descriminá-las, contabilizá-las numa categoria à parte?
O lançamento do Livro com CD dentro “A Menina Azul” foi talvez o melhor exemplo desta integração, preparámos um momento a pensar nas crianças, mas elas surpreenderam-nos trazendo cada uma mais que uma pessoa adulta consigo. Este Livro está a fazer um percurso notável, espalhando-se em todo o território português como um dominó. Lá de longe recebemos encomendas de dezenas de livros, porque as escolas e as famílias todas têm que ter A Menina Azul…
Neste ano de 2007 realçamos a parceria com a UMAR na celebração do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades, que nos levou a trabalhar com o Museu Carlos Machado – “Diz-me quando nasceste, dir-te-ei que mulher és” -, com o CIPA – Novo Dia – “As Piratas da Igualdade” - e que culminou com a coordenação de um espectáculo, com mais de 40 pessoas em palco, em jeito de encerramento do projecto Nas Asas da Igualdade e comemorando o 15º Aniversário da UMAR Açores.
A parceria com a Associação Cultural Pontilha veio para ficar: depois do sucesso da Bagunça, as duas entidades avançam para um novo modelo de projecto, uma escola de teatro em que crianças e jovens têm a oportunidade de experimentar todos os domínios que compõem a construção de uma peça de teatro: escrita, encenação, interpretação, cenografia, figurinos, etc. A Escola de Teatro Era Uma Vez é agora uma verdadeira escola.
Foi um final de ano com chave de ouro, o Aniversário da UMAR e o arranque de um novo projecto: Piano com Todos, concertos comentados em que o piano se fará acompanhar de cada vez com um instrumento diferente. A receptividade do público, crianças, jovens e pessoas adultas, foi imediata e em Janeiro já deu sinais de crescimento. Cada um destes concertos inclui uma história inédita escrita por Judite Fernandes com música original composta por Teresa Gentil. Este projecto revela a consolidação da relação Descalças – Teatro Micaelense, uma relação com futuro.
Em síntese, o ano de 2007 foi um ano de consolidação das parcerias criadas em 2006 e de criação de novas parcerias: Teatro Micaelense, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, Museu Carlos Machado, Cipa-Novo Dia, Associação Cultural Pontilha, Associação Juventude da Candelária, Escola de Música de Leça da Palmeira, Secretaria Regional dos Assuntos Sociais (que nos levou pela primeira vez à ilha Terceira). Foi também um ano de crescimento a vários níveis, na aprendizagem e conhecimento, na regularização das actividades e na fidelização do público. Para o ano de 2008 apostamos no desenvolvimento do trabalho realizado, em novas criações, novas parcerias e intercâmbios internacionais e na consolidação do funcionamento interno da Cooperativa, acreditando em tudo isto como via de fortalecimento da propagação da sua essência para o exterior.

António Sousa sobre o CD Natália Descalça

Notas à solta
António Melo Sousa
Dez.2006

O encontro da poesia de Natália Correia com a música de Teresa Gentil acontece de forma tão natural e sincrónica neste disco que eu arriscaria afirmar que as palavras aqui ditas e cantadas estariam, desde a sua génese, à espera de renascerem assim um dia, talvez mais “descalças” e inteiras ainda, porque reinventadas no ventre dos sons que agora as envolvem e abençoam.
“Natália Descalça” é antes de mais um notável acto de coragem de mulheres que abraçaram com uma enorme paixão a herança literária e vivencial de um ser de excepção. Uma espécie de reunião tribal e espiritual com uma irmã maior. “E como é que nos cruzámos com Natália Correia? (…) Chamou-nos e nós fomos”. Assim se referem “as descalças” ao apelo que sentiram na hora de embarcar na aventura. O disco nasce assim como um gesto de grande cumplicidade que, em termos de metodologia e desenvolvimento criativo, se traduz numa incondicional entrega, rendição, aos desígnios da palavra/vida da poetisa das ilhas e do mundo. E quem melhor que as autoras para nos esclarecerem sobre o processo de fruição e criação: “depois foi a música que nasceu, doeu, corroeu e finalmente pairou. (…) E foi a dizer em voz alta as suas palavras, e na paz, que sentimos que era ela quem nos tomava o pulso e comandava a barca.”
É óbvio que dizer/cantar/tocar Natália não é desafio de pouca monta. Ao assumirem tamanho risco “as descalças” chamaram a si uma enorme responsabilidade. Porque neste caso a poesia já é portadora da sua própria musicalidade. Havia que respeitar, à partida, o fluxo rítmico, melódico e harmónico da escrita, do mais puro lirismo às inevitáveis dissonâncias. Teresa Gentil percebeu isso muito bem na forma como aceitou que a poesia de Natália ditasse o rumo do trabalho de composição e não fosse apenas pretexto para mais um punhado de cantigas e fundos musicais. Senhora de uma voz de uma grande amplitude e riqueza tímbrica, que se afirma fluente e livre em momentos particularmente inspirados de improvisação, e demonstrando uma erudição e talento dignos de nota em termos de composição e capacidade para explorar criativamente o piano, a guitarra e uma considerável panóplia de instrumentos de percussão, Teresa Gentil é, no mínimo, surpreendente. Alquimista de ambiências sonoras onde a sofisticação e a originalidade são imagens de marca, a compositora navega com a mesma facilidade em terrenos clássicos e na invenção e exploração de sons com um toque de contemporaneidade prenhe de futuro.
Esta é uma viagem musical feita de muitos e variados andamentos, que ao mesmo tempo descodifica e exalta a força da poesia de Natália Correia nos sons e silêncios dum minimalismo encantatório, nas referências ao tango e à valsa, e até numa passagem breve por um bailinho do nosso cancioneiro tradicional. Uma particular chamada de atenção para a riqueza da concepção e execução rítmica, com Miguel Cardoso no baixo eléctrico muito bem sintonizado com Teresa Gentil nas percussões, perfeitamente entrosados com as nuances e cadências implícitas no discurso de Natália.
E, last but not least, especial destaque para a presença de Maria Simões que, ora sussurrante e introspectiva, ora insinuante, irónica, mordaz e vulcânica, vive as palavras que diz com uma subtileza, intuição, inteligência e garra pouco comuns. Uma verdadeira força da natureza na maneira como encarna o verbo, Maria Simões interioriza a poesia de Natália Correia com um enorme respeito pela inesgotável riqueza de sinais e significados da mesma e, ao transmiti-la, abana consciências e acorda os nossos sentidos mais adormecidos. Emociona-se e emociona-nos.
Na origem do acto artístico, enquanto antevisão de um mundo melhor e subversão de fórmulas previsíveis e rotineiras que reflectem a pobreza do quotidiano de seres cada vez mais saturados/desencontrados, náufragos à deriva no turbulento oceano da sociedade da informação e do espectáculo, só a aceitação cabal do sonho rumo a um tempo e lugar de maior justiça e paz e a celebração individual e colectiva do desejo poderão prefigurar uma verdadeira comunhão de valores universais e novas utopias estéticas. “Natália Descalça” é uma preciosa contribuição nesse sentido, na medida em que revela uma atitude sentida e palpável, simultânea e paradoxalmente espiritual e radicalmente humana, de compromisso cultural sério e interventivo.
Num acto de infinito esclarecimento e extraordinária coragem Natália um dia bradou ao mundo que “a poesia é para comer”. Neste caso, as iguarias para o banquete foram preparadas a preceito e, sobretudo, com muito amor, esse tempero primordial tantas vezes esquecido. Tudo isso e mais num álbum, deliciosamente ilustrado pelo Luís Roque, onde a arte da música se rende de forma exemplar aos mistérios e segredos da palavra. Digno do inesgotável legado da nossa Natália. Obrigado “descalças”. Para sempre Natália!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Formação interna Descalças 2008


Porque a formação interna é um dos pilares da nossa actividade.
Porque acreditamos que é fundamental estar sempre em processo de formação...

Formação Teatral
Nos dias 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro participámos numa formação teatral interna (em laboratório, portanto) que teve a duração de 14 horas e foi ministrada por Maria Simões.

Descalças Palhaças
Nos dias 23 e 24 de Fevereiro a Maria vai estar em Valência (Espanha) para participar no curso de aprofundamento de clown, ministrado por Jesús Jara e com a duração de 16 horas. Nos dias 22, 23 e 24 de Março a Fátima, a Judite, a Teresa e a Sara estarão também em Valência (Espanha) para participar no seu primeiro curso de formação em clown (iniciação) ministrado por Jesús Jara, recebendo 20 horas de formação.

(imagine-se portanto o que dali virá no futuro...)


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Música de Teresa Gentil online




Ainda não conseguimos que ninguém nos oferecesse uma página de internet descalça onde pudessemos colocar os conteúdos que reflectissem melhor a nossa actividade. Nos entretantos e nos intervalos vamos-nos colocando descalças no mundo internético... por exemplo, alguma música da Teresa já está online e pode ser ouvida (pouca coisa, diga-se) em
http://www.myspace.com/teresagentil )

Boa audição.


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

3 Jovens Criadoras dos Açores são Descalças!

É tempo de alegria, pois claro!
Depois do Prémio Zeca Afonso para Teresa Gentil (Almada, 2007, música), é a vez das Descalças Maria Simões, Teresa Gentil e Judite Fernandes serem agraciadas com prémios que reconhecendo a qualidade do seu trabalho artístico e criativo, as elegeram como algumas das melhores Jovens Criadoras dos Açores.
É certo!

"A menina azul" de Maria Simões e Teresa Gentil venceu o prémio na área do TEATRO. Judite Fernandes arrecadou 2 prémios na área da LITERATURA, com os trabalhos "Penumbr@" e "Abraçando o lastro".

Os trabalhos premiados farão parte da Mostra Labjovem, uma mostra regional a acontecer ainda em 2008.
A cooperativa cultural Descalças dá os parabéns às/aos jovens criadoras/es premiadas/os e elogiam o empenho, a pertinência e a audácia da Associação Cultural Burra de Milho, apoiada pela DRJ, com a criação desta iniciativa.

Mais informações em: http://burrademilho.blogspot.com/ e http://www.labjovem.pt/